Guarulhos

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Vontade, superação e muita alegria marcam Festival Adaptado


Exemplos de superação no Festival Adaptado de Guarulhos (Foto: Rômulo Magalhães)
Boliche, futebol, basquete, ping-pong, circuito de atletismo, rolamento no colchão, esculturas de bexigas, músicas e muita festa. Essas foram as atividades do Festival Adaptado desta terça-feira (21). O evento, realizado no Ginásio da Ponte Grande, faz parte do 15º Jogos Adaptados de Guarulhos. 
A cada acerto, uma comemoração, com aplausos e um largo sorriso no rosto. A cada erro, uma nova tentativa, sem desânimo. Crianças, jovens e adultos com síndrome de down, autismo, paralisia cerebral ou outro tipo de deficiência deram exemplos de superação, garra e força de vontade.
Basquete adaptado (Foto: Rômulo Magalhães)

“Eventos como esses são importantes para a socialização dessas pessoas. Atividades físicas desenvolvem habilidades motoras e a manutenção da motricidade. Muitas vezes tentamos ensinar, mas nós que aprendemos. É gratificante fazer parte disso”, diz Douglas da Silva, um dos professores de educação física da instituição Casa André Luiz.

A instituição Lar Escola Mãe do Divino Amor, de São Paulo, voltada para crianças com autismo, participa pela segunda vez dos Jogos Adaptados. A professora de educação especial, Franciele Sarmento diz que o evento é fundamental. “Eles convivem com outras pessoas. Saem do ambiente casa escola, escola casa. É muito importante”, declara a professora. “E já estamos garantidos para o próximo ano, com medalha”, diz, sorrindo.

Escolas da Prefeitura também participam

As Escolas da Prefeitura de Guarulhos também marcaram presença no Festival Adaptado. Isabele da Silva tem síndrome de down e fez sua primeira participação nos jogos. Ela estuda na Irmã Ofélia Echeverri Lopes, escola que faz parte do CEU Taboão. 
Agitada, Isabele participou de todas as atividades (Foto: Rômulo Magalhães)
Enquanto a Folha Metropolitana conversava com a mãe da pequena, ela fazia brincadeiras com a reportagem, batendo com a bexiga e dando gargalhadas. “Ela é muita agitada. Não para quieta. Adora atividades físicas”, diz Arlene da Silva, aos risos. 

Outra escola presente foi a Gianfrancesco Guarnieri, do Parque São Miguel. Quatro crianças com deficiência participaram das atividades. “Isso é um incentivo. Raramente eles têm a oportunidade de sair. Para eles, só o trajeto da escola até o ginásio já é uma alegria”, diz a professora de educação física, Viviane Luzia de Abreu.

As atividades do 15º Jogos Adaptados de Guarulhos continuam nesta quarta-feira (22) com vôlei e vôlei adaptado, na Associação Cristão de Moços (ACM), na Rua Assis Chateaubriand, 205.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Secretário de esportes promete triplicar campos de futebol na cidade

Wagner Freitas, em discurso na final da Copa Cecap (Foto: Lucas Dantas)

O secretário de esportes, Wagner Freitas, em discurso na final da 13ª Copa Cecap, realizada neste sábado (20), no Estádio Antônio Soares de Oliveira, prometeu entregar dez campos de futebol com grama sintética a Guarulhos até o final do seu mandato, que termina em dezembro de 2016.
 
Atualmente, Guarulhos tem três campos, entregues pela Prefeitura, por intermédio da Secretaria de Esporte, no mandado do ex-secretário, Vadinho Moreira. São eles: o Estádio Municipal Cícero Miranda, na Vila Galvão, o Estádio Municipal Prefeito Oswaldo De Carlos, na Vila Fátima e o Campo do Jardim Palmira.

“Ao final da minha gestão, prometo que entregarei dez campos de futebol com grama sintética para a cidade”, disse, no discurso após o término do jogo, disputado entre os times Corre Atrás, do Vale dos Machados e Bola + 1, do Testai. O secretário foi encarregado de entregar o troféu ao campeão da competição.

Wagner Freitas ainda elogiou a organização da Copa Cecap, dirigida por Erizaldo Pinheiro, Izal e José Alfredo, o Zafra. “O futebol amador de Guarulhos está crescendo muito e vamos nos dedicar para que o esporte cresça mais”, concluiu.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Rivais de Guarulhos se unem no Dia do Futebol

Joaquim Mangueira (à dir.) e Ricardo Ageá (à esq.)  (Foto: Alberto Augusto)

De um lado, o cartorário de 36 anos, morador do bairro do Macedo, Ricardo Ageá. Do outro, o empresário de 52 anos, residente do Parque Renato Maia e guarulhense, Joaquim Mangueira. Essas duas pessoas têm algo em comum: a presidência dos únicos times profissionais de futebol da cidade, AD Guarulhos e Flamengo, respectivamente. Hoje, 19 de julho, é comemorado o Dia do Futebol. O Futebol e um pouco mais promoveu o encontro dos mandatários guarulhenses, onde eles puderam debater sobre o futebol na cidade, a falta de estrutura, relembrar velhos momentos do esporte e ainda comentar sobre as suas equipes. 

Considerado um amante do futebol, Ricardo Ageá começou a fazer parte do AD em 2004, quando se tornou um dos conselheiros do time. Em 2007, propôs-se a ser presidente da equipe e até hoje comanda o time. 

“Meu irmão jogou e trabalhou no Guarulhos e como eu sempre amei o futebol, achei que seria uma oportunidade de colocar minhas ideias em prática, mudar algumas coisas dentro do esporte, na cidade, assim me coloquei a disposição para ser presidente do clube”, explicou o presidente.

Joaquim Mangueira nasceu em Guarulhos e se diz apaixonado pela cidade. Desde 2004 ele frequenta o Flamengo de Guarulhos por amar o futebol e achar que a cidade precisava ter uma grande representação no esporte. Em 2011 assumiu a vice-presidência do clube e, em março desse ano, durante a disputa do Campeonato Paulista Série A3, tornou-se presidente do clube.

“Peguei uma bomba. O time estava para ser rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Paulista e o ex-presidente renunciou o cargo, como eu era o vice-presidente, fui assumir o Flamengo. Eu não podia deixar na mão de outras pessoas, se não, nosso planejamento ia por água abaixo”, argumentou o Joaquim Mangueira.

Futebol guarulhense passa por um mau momento

Neste ano, a cidade de Guarulhos não conseguiu engrenar um bom futebol com os seus representantes. O Flamengo brigou para não ser rebaixado para a Série B1 e o AD Guarulhos não passou da primeira fase da segunda divisão do Campeonato Paulista.

"Sou torcedor do Flamengo" (Foto: Alberto Augusto)
“Além de presidente, eu sou torcedor do Flamengo, na última rodada da primeira fase da Série A3 eu estava no estádio acompanhando o time e muito nervoso. Durante dois minutos fomos rebaixados para a Série B, mas por muita sorte, aos 47 minutos do segundo tempo, o Taboão da Serra empatou o jogo com o XV de Jaú e assim permanecemos na A3. Nossa campanha foi muito abaixo do que esperávamos, foi uma decepção”, disse o presidente do Flamengo de Guarulhos.

Com pensamento diferente, Ricardo Ageá elogiou a equipe e todos os jogadores do elenco do Guarulhos: “Nossa participação na segunda divisão foi muito honrosa, dentro dos nossos limites. Meus jogadores não recebem um salário, recebem uma ajuda de custo e mesmo assim foram guerreiros e valentes para brigar até a última rodada da primeira fase da competição”, disse.


Falta recursos e estrutura no futebol da cidade

Guarulhos é a segunda maior cidade do estado de São Paulo e não tem nenhum time profissional na elite do futebol. Questionado sobre isso, Joaquim Mangueira não titubeou para falar: “Falta investimento”, e ainda completou: “Fazer futebol hoje, você tem que ter receita, dinheiro, com isso, você faz um bom planejamento, contrata jogadores, pessoas competentes para gerir o futebol e sem dinheiro você fica impossibilitado de fazer qualquer coisa”, afirmou.

 Ricardo Ageá concordou com Joaquim sobre a falta de investimentos e disse mais em sua resposta: “Falta união na cidade. Guarulhos deveria ter um clube só. Isso ajudaria muito a gente a conduzir um time na primeira divisão. Um time só a força ficaria canalizada apenas para um lado”.

Rivalidade apenas no futebol e na torcida

Apesar de serem considerados rivais por presidirem times da mesma cidade, os dois se conhecem de longa data e preferem deixar a rivalidade apenas para os jogadores e a torcida.

“Não tenho raiva do Flamengo, pelo contrário, quando o Flamengo escapou de ser rebaixado eu liguei para o Joaquim (Mangueira) e o parabenizei, disse que ele era um cara abençoado e que sua estrela tinha brilhado. Ele é uma pessoa muito competente”, contou Ricardo Ageá.

“Eu admiro o Ricardo, a gente que está no meio do futebol entende como são as coisas. Ele está presente no futebol do Guarulhos sozinho e mesmo assim consegue pôr o time pra disputar campeonatos. Não tem como não torcer por ele e por sua equipe”, disse o comandante do Flamengo.

Duelo entre Flamengo x AD Guarulhos

Em 33 anos de profissionalização do Flamengo e 31 anos de AD Guarulhos, quando ainda era o conhecido Vila das Palmeiras, os dois times tiveram apenas uma oportunidade de participar da mesma divisão e jogar um contra o outro, como profissionais da Federação Paulista de Futebol.

Isso aconteceu no ano de 2000, durante a disputa da segunda divisão do Campeonato Paulista. No dia 19 de junho, na 12º rodada da competição, os dois times se enfrentaram. O Flamengo levou a melhor, venceu o jogo por 2 a 0 e naquele ano sagrou-se campeão do Campeonato Paulista Série B1.

Ricardo (Presidente do AD Guarulhos), exibe a camisa do time (Foto: Alberto Augusto)

Um recado para o Dia do Futebol

Como bons entendedores do futebol, Ricardo e Joaquim não podiam deixar de parabenizar o esporte e passar uma mensagem para todos aqueles que fazem parte da modalidade mais disputada e conhecida no mundo.

“Quero dizer que o futebol não vive sem o torcedor. Esses são os maiores valores que um time tem. Não gosto de torcida organizada, gosto de pessoas que vão acompanhar o time não importa como e quando”, falou Ricardo Ageá.

“Meu desejo é que acabe a violência dentro e fora dos gramados. Isso é um mal para o esporte. Quando acabar, esse esporte será bem melhor e mais valorizado”.